terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Como tudo começou?

Tudo começou como um sonho: quero ser mãe! E que sonho maluco é esse que me fez abrir mão de um monte de coisas? Quando descobri que estava grávida, o que mais ouvi foi : "puxa, você sempre quis ser mãe,né?" Sim, eu sempre quis. Mas não sabia que para uma pessoa que tem o diagnóstico de bipolaridade, seria tão complicado. E bota complicado nisso. Antes de relatar todo meu sofrimento, vou contar como cheguei aqui. Fui casada por 3 anos com um cara que não queria ser pai. Bacana ele, mas nossos sonhos era incompatíveis. Me separei e logo me envolvi com meu atual marido que também havia se separado e sua ex mulher também não queria filhos. Destino? vai saber né gente. Só sei que por essa vontade, enfrentamos turbilhões de coisas até chegar nos dois pauzinhos do teste de farmácia. Quando resolvi tirar meu DIU, logo pensei: preciso me preparar. E assim eu fiz! Procurei Ginecologista, Psiquiatra, Terapeuta, Yoga, Acupuntura... enfim, um arsenal de proteção contra minha maior inimiga: Eu mesma! Com muito cuidado cheguei a dosagem baixa de um único medicamento (eu tomava 100 mg de quetiapina) e com muita coragem decidi que estava finalmente pronta. Mal sabia o que estava por vir e juro que se soubesse, teria voltado atrás. Depois de seis meses de tentativas, meu positivo chegou. E junto dele a decisão de ter que parar com o medicamento imediatamente. O sofrimento foi imediato, pois ele me ajudava a dormir e desde então, perdi literalmente o sono. Para piorar, senti todos os sintomas terríveis do primeiro trimestre: enjoo, dor de cabeça, tonteira, dor no estômago, diarreia, dores de cabeça. Isso tudo sem remédio. Deu pra sentir o drama daí? Trabalhar desde então se tornou um verdadeiro sacrifício. Deitava no chão do banheiro na tentativa de amenizar meu mal estar, mas era em vão. Pra me ajudar a dormir, minha médica me receitou clorpromazina, que tomei relutante e com medo. Mas me ajudou muito e é o que garante minhas noites de sono até o momento.E foi lutando devagar que os sintomas sumiram depois dos 3 meses. Mas o pior ainda estava por vir. Vou deixar essa parte para o próximo post...

Nenhum comentário:

Postar um comentário